Leitor Escreve - 10/04/2026
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Críticas ao “comércio” da Reserva Parques no Villa-Lobos
“Sobre o Parque Vila Lobos em 2009 eu e o Zé Luiz Penna já brigávamos pelo excesso de eventos comerciais e shows pagos, onde o morador não podia entrar, fico imaginando o que está hoje. Que triste.” S.O.
Excesso de eventos no Parque Villa Lobos As entidades SAAP (Associação dos Amigos do Alto de Pinheiros), SAB City Boaçava e outras que integram o Conselho do Parque Villas Lobos denunciam um grande aumento no número de eventos desde que a administração da área pública foi concedida à empresa Reserva Parques, em 2022. Um levantamento das atividades promovidas durante o último ano demonstra em dados a locação massiva de grandes porções do parque, o que impede o acesso a espaços verdes que deveriam ser de uso livre pela população.
O Governo do Estado, a Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), que é o poder concedente, designou a ARSESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de SP) como fiscalizadora do Contrato de Concessão. Já foram aplicadas multas por falhas de manutenção, mas não há penalidade relacionadas a eventos. Sem resposta para suas reivindicações, as entidades de moradores veem as reclamações aumentarem a cada dia. A SAAP entrou com representação no Ministério Público para exigir ajustes na gestão, maior transparência da concessionária e fiscalização mais eficiente por parte da ARSESP. A SAB também entrou com uma representação no MP, informam os moradores.
Correções e esclarecimentos da matéria “Corredor Verde do Butantã é reconhecido pela ONU “ Na matéria publicada na semana passada (3/4), o ambientalista Élio Camargo esclarece que o Corredor Verde “almeja conectar áreas estratégicas como a Cidade Universitária e o Parque da Previdência. Também informa a abertura de canteiro central em avenidas”. E mais: “o Corredor Verde do Butantã decorre de uma iniciativa da sociedade civil, mais especificamente do coletivo Corredor Ecológico Urbano do Butantã, fundado em 2022 por três moradores do bairro, Alexandre, Bruno Salerno e Élio Camargo. Os dois últimos apresentaram o projeto ao Conselho de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz do Butantã (CADES Butantã), do qual são conselheiros. A iniciativa foi acolhida pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, em parceria com a Subprefeitura do Butantã, que participam do Cades e assinaram um convênio pela realização do corredor verde. Assim, o poder público viabilizou ações em grande escala que o coletivo não conseguiria por conta própria, notadamente a abertura de canteiros e o plantio de mudas de árvores nativas. A implementação iniciou-se em junho de 2023, com um plantio inaugural. O Estado abriu os canteiros e plantou as mudas e forrageiras; a sociedade civil plantou junto, enriqueceu os canteiros com adubo e identificou as mudas com placas, além de convidar a vizinhança a adotar as árvores — com direito a certificado de adoção. A integração com a comunidade foi reforçada com uma boa mesa de café e lanche compartilhados.” Também explica que um dos diferenciais é o modelo participativo adotado e além dos impactos sociais, o corredor verde gera benefícios sociais e urbanos relevantes.