O sonho da igualdade

Sueli Pacheco Kilinskas

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Dia 20 de novembro foi comemorado o ‘Dia da Consciência Negra’ para homenagear a resistência à escravidão e a luta contra o racismo, tendo como símbolo a morte em 1695 de Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo do Brasil, que foi morto pelos Bandeirantes.   
Essa data serve para refletir sobre a importância e a necessidade de se combater o racismo estrutural que existe na sociedade.           
Várias celebrações aconteceram para chamar a atenção de todos, para as consequências do racismo e para promover a igualdade, as oportunidades e combater a discriminação.     

O mais difícil é enfrentar o racismo no dia a dia, que são as situações que vão desde o tratamento, o olhar de desprezo, as ofensas verbais que deixam bem claro o preconceito. 
Frequentemente vejo situações de racismo, lembro bem de Vini Junior, jogador de futebol, que foi chamado de “macaco” durante um jogo e quando a partida terminou, um jornalista foi perguntar o que achou do seu desempenho ou do time, e ele chorando falou: “eu fui chamado de macaco e você quer saber a minha opinião sobre o jogo?”.
Naquele momento senti mais uma vez a dor que ele estava sentindo como é triste ver as pessoas discriminando e ofendendo, apenas porque a cor da pele é diferente.
Outro dia, me segurei para não chorar na sala dos professores, depois que uma professora foi ofendida por um aluno.                                   
Minha primeira atitude foi acolhe-la, mas não tem palavras para amenizar essa dor. Essa ofensa causa feridas que duram por toda vida.
Sei que isso ocorre diariamente e sonho pela igualdade de direitos, na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
*Prof.ª Sueli Pacheco Kilinskas
Graduada: Turismo, Geografia e Pedagogia
Pós-graduada: Neuropsicopedagogia e Marketing / MBA


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