Com a chegada do inverno, os dias frios não trazem apenas mudanças no clima, mas também um grande desafio para quem convive com a fibromialgia — uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas, sensibilidade intensa ao toque, fadiga e distúrbios do sono. Estima-se que cerca de 3% da população brasileira sofra com a condição, que afeta majoritariamente mulheres entre 30 e 60 anos.
Durante os meses mais frios, os sintomas costumam se intensificar. A rigidez muscular aumenta, o desconforto físico é ampliado e há uma piora geral na qualidade de vida. “A dor da fibromialgia é real, complexa e multifatorial. O frio potencializa esse sofrimento, tanto pela contração muscular quanto pelo impacto emocional que o inverno pode causar”, afirma o Dr. Omar G. Miranda, médico especialista em medicina da dor.
O especialista destaca que, além do desconforto físico, há um forte impacto psicológico: “Muitos pacientes relatam piora no humor, aumento da ansiedade e episódios depressivos durante o inverno. É fundamental que o paciente seja ouvido com empatia e que tenha acesso a um plano de tratamento individualizado”, completa Dr. Omar.