28/06/2024 às 01h15min - Atualizada em 28/06/2024 às 01h15min

A interminável Linha 17 Ouro do Metro-Monotrilho e o desinteresse do Governo Estadual na conclusão das obras

A Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo, projetada para ser em formato de monotrilho, tem enfrentado uma série de desafios desde o início de suas obras, resultando em diversas paralisações. Ele deveria estar pronto para a Copa de Mundo de Futebol de 2014 realizada no Brasil (Um vexame!) e ligaria a Estação Morumbi da Linha 4 do Metrô/Estádio do Morumbi ao Aeroporto de Congonhas. As mudanças “políticas” da sede para a Neo Quimica Arena ”Itaquerão”, pelo Governo Federal e FIFA, alteraram todo o cronograma e prejudicaram o bairro do Morumbi, que não teve as melhorias regionais prometidas, como nova rede hoteleira, revitalização das ruas e avenidas, modernização do estádio (com custos infinitamente menores) e do entorno, com muitas e novas instalações comerciais e empresariais. Hoje a equipe do Corinthians é a mais afetada, com débitos pela construção exagerada e em tempo recorde, junto à Caixa Econômica Federal (dinheiro do povo mal empregado) com débito acima de 1 bilhão de reais, impagáveis (falam em R$ 706 milhões). 
Veja alguns dos principais fatores que contribuíram para as interrupções e o estado atual das obras:
1. Questões
contratuais e jurídicas:
- Disputas entre o governo e as empreiteiras responsáveis pelas obras têm levado a vários impasses e paralisações. Tanto o Governo Dória como o atual Tarcísio de Freitas não lovantaram “bandeira” para término de obras, pois “desculpas” de rescisões de contratos e processos judiciais têm atrasado significativamente o progresso.
2. Problemas financeiros:
- O projeto enfrentou problemas financeiros, incluindo dificuldades de liberação de verbas e revisão de orçamentos. A falta de recursos adequados tem sido um obstáculo contínuo. As concessionárias e empresas contratadas sempre “exigem” orçamentos extras, além do contratado, mostrando que não estão preparadas para a conclusão das obras. Governo Estadual mostra desinteresse no assunto.
3. Desafios
técnicos e logísticos:
- A construção de um monotrilho em uma área urbana densa como São Paulo envolve complexidades técnicas e logísticas, incluindo a necessidade de desapropriações e o impacto na mobilidade urbana durante as obras. Mas nada está sendo feito para no mínimo terminar o que está concluído e inaugurar, mesmo com trechos menores da CPTM Morumbi ao Aeroporto de Congonhas, no menor trecho e que poderá ter bom uso da população.
4. Planejamento e gestão:
- Problemas de planejamento e gestão, incluindo mudanças no projeto e na liderança do Metrô, também contribuíram para os atrasos. O Governo nunca se interessou pelo monotrilho.
Estado atual das obras
Até a última atualização, as obras da Linha 17-Ouro estavam em estado de interrupção parcial, com algumas atividades retomadas esporadicamente. O cronograma de entrega tem sido constantemente revisado, com prazos adiados repetidamente. Tudo parece abandonado nas torres imensas, com sinais de problemas estruturais e invasão de moradores de rua, em vários locais das futuras estações.
Impacto na população
A paralisação das obras impacta diretamente os moradores das áreas afetadas, que sofrem com o atraso na melhoria do transporte público. A promessa de uma linha que deveria desafogar o trânsito e melhorar a mobilidade permanece sem cumprir, causando frustração entre os cidadãos.
O que pode ser feito
1. Pressão popular e política:
- Mobilizar a opinião pública e pressionar autoridades e políticos pode ajudar a priorizar a conclusão das obras. Participação em audiências públicas e uso de redes sociais para dar visibilidade ao problema são estratégias eficazes, que entidades, associações podem realizar com apoio do Ministério Público para agilizar as obras.
2. Fiscalização e transparência:
- Exigir maior transparência sobre o estado das obras e a utilização dos recursos pode ajudar a identificar e solucionar problemas mais rapidamente. O Governo Estadual parece “esconder” a situação atual e não divulga nada de concreto.
3. Apoio a investigações e auditorias:
- Apoiar investigações e auditorias independentes pode revelar falhas na gestão do projeto e propor soluções para retomar as obras de forma eficiente.

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