17/05/2019 às 13h19min - Atualizada em 05/05/2021 às 09h49min

Intervenção Urbana Arco Pinheiros será acelerada com a mudança da CEAGESP

O Projeto de Intervenção Urbana Arco Pinheiros (PIU-ACP) deverá ser acelerado com a possível saída e transferência da CEAGESP anunciada pelo governador João Doria até final de 2020. Novo desenvolvimento deve acontecer na região (a exemplo do “Arco do Futuro” da gestão municipal anterior) e a participação em convênios com a USP e outras entidades que estão próximas à área. O projeto não tem prazo para começar, mas a segunda consulta pública está aberta até dia 23 de maio. É possível acessar as principais características do projeto e promover o debate sobre o futuro da região. Na página da consulta (https://participe.gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/arco-pinheiros) a população pode deixar sua opinião e contribuir com o processo. Segundo a Prefeitura, o grande desafio do PIU do Arco Pinheiros é promover o processo de transformação urbana capaz de contribuir para integrar, articular e reforçar as potencialidades presentes nas diferentes porções do seu território, de modo a assegurar o uso mais coerente e inteligente da cidade, de sua infraestrutura e de seus recursos, perseguindo as estratégias definidas pelo Plano Diretor Estratégico (PDE). Representantes da  Associação dos Amigos de Alto dos Pinheiros (SAAP) comentam que são vizinhos da área delimitada para o PIO Arco Pinheiros promover a transformação e qualificação do território. “Apontamos que é essencial a implantação de um plano de mobilidade para absorver a população adicional de 80 mil pessoas prevista em 30 anos nesta área. O Corredor Metropolitano previsto na Gastão Vidigal Seria será estanque uma vez que: 1 - Sua continuidade é inviável pois terá alto impacto negativo no bairro Alto dos Pinheiros 2 - A Cerro Corá, hoje já é muito sobrecarregada. Será necessário priorizar a linha de Metrô que serve esse setor para viabilizar as transformações propostas”, afirmam. Pessoas de outras regiões da cidade também comentaram. É o caso do CADES Lapa. “No Jaguaré precisamos a reurbanização das favelas, construção da ponte da Alexandre Mackenzie a Mofarrej, criação de um Parque com equipamentos públicos e de inclusão social, melhorias da mobilidade no Parque Continental e no Jaguaré, crescimento de Osasco afeta essa região, estudo das ciclofaixas na região, construção da Ubs, modernização da estação trem presidente Altino, readequação das praças do Distrito Jaguaré, como iluminação e equipamentos, liberação das vias públicas que estão tomadas por moradias irregular, Saneamento Básico.” O território do Arco Pinheiros possui localização estratégica na confluência dos dois principais eixos de estruturação da metrópole, os rios Pinheiros e Tietê. Seu perímetro delimita uma área de 1.467 ha, sendo que 48% do território apresentam condicionantes específicas no desenvolvimento dos estudos do PIU ACP, correspondendo aos perímetros da Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Instituto Butantan, Área de Intervenção Urbana Parque Tecnológico Jaguaré, Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) e Projeto de Intervenção Urbana Vila Leopoldina Villa Lobos. Segundo a Prefeitura, “mais de 50% do território do Arco Pinheiros está distribuído em quatro “porções” isoladas, desconectadas e monofuncionais”. “Estas características não estão alinhadas ao modelo de cidade desejado: a cidade compacta, conectada, sustentável e inclusiva, onde seja possível aproximar o emprego da moradia, através do adensamento planejado, orientado pelo transporte público de alta e média capacidade, onde se promova a recuperação e o resgate de seus recursos naturais, e por fim, onde se promovam novas centralidades com diversidades de usos, serviços e espaços públicos seguros e ativos que favoreçam a interação social”, afirma em nota. Através desta consulta pública são apresentados o diagnóstico socioterritorial e o programa de interesse público, para comentários os quais subsidiarão o desenvolvimento dos estudos do PIU Arco Pinheiros e permitirão entender a expectativa dos munícipes em relação ao futuro desta região da cidade. A proposta ainda será debatida em diálogos sociais com a sociedade civil, associações, ONG´s, coletivos, em audiência pública e em uma nova consulta pública, resultando em um projeto de lei que deverá ser encaminhado à Câmara Municipal para uma nova rodada de discussão. Um dos pontos discutidos é direcionar o adensamento construtivo e populacional associado à infraestrutura de transporte público e à transformação dos terrenos ociosos e subutilizados. As diretrizes de uso do solo se iniciam com uma diretriz geral que define setores de adensamento construtivo e populacional para o Arco Pinheiros, com base na proximidade da rede de transporte, na presença de projetos colocalizados, no grau de ociosidade dos usos atuais e na função estratégica dos locais perante a unidade de projeto. Após a definição dos novos setores de adensamento, pela diretriz geral, apresentam-se as diretrizes de uso do solo específicas para cada setor, garantindo a eles diversidade social e econômica. Outro ponto é assegurar a oferta de atendimento habitacional à população vulnerável. Segundo o texto, seria possível promover a articulação territorial entre os locais habitados por população de baixa renda e o entorno, sobretudo promovendo melhorias no acesso aos serviços e equipamentos públicos do entorno. Seria tentado também enfrentar as questões habitacionais existentes, priorizando a consolidação da população localizada em assentamentos precários do perímetro. Em relação ao transporte, o projeto buscará ampliar e qualificar a rede de mobilidade associada a um sistema ambiental que conecte as estações e terminais de transporte publico, moradias, equipamentos, parques e áreas verdes. Em relação ao transporte de alta e média capacidade, verifica-se a ausência de linhas de metrô que atendam ao perímetro. Apenas a estação Butantã (linha 4) atende parcialmente o território, pois localiza- se aproximadamente a 1km da entrada principal da Cidade Universitária, situada no extremo leste do perímetro do ACP. Além disto, as estações da CPTM presentes no território encontram-se desconectadas do tecido urbano resultando em difícil acesso. Ainda que os índices de áreas verdes por habitantes no perímetro do Arco Pinheiros ultrapassem os recomendados pela OMS, a influência da baixa densidade demográfica nos índices e a concentração de áreas verdes no território fazem com que estes números não se reflitam necessariamente em qualidade espacial. Assim, são detectados pontos com elevação da temperatura além de espaços públicos pouco convidativos ao lazer e ao deslocamento não motorizado. Neste sentido, as diretrizes devem orientar o projeto promovendo ordenamento e reestruturação das áreas subutilizadas, com potencial de transformação, que necessitem de mudança no padrão de uso, recuperação econômica e social, promovendo um processo de transformação da forma mais equilibrada possível, inclusive sob o aspecto ambiental.


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