Frio pode agravar dores articulares em cães e gatos: veja como proteger os pets no frio
Com a chegada das temperaturas mais baixas, é comum observar mudanças no comportamento de cães e gatos: menos disposição, mais tempo deitado e até certa rigidez ao se levantar. O que muitos responsáveis não sabem é que o frio pode intensificar dores articulares, especialmente em animais com predisposição a problemas ortopédicos ou idosos. Mas como minimizar o desconforto dos pets nesse período? Segundo a médica-veterinária Mayara Andrade, de Biofresh (MBRF Pet), esse efeito é semelhante ao observado em humanos. “Assim como as pessoas costumam sentir mais dores nas articulações em dias frios, os pets também podem apresentar aumento de sensibilidade e rigidez. As baixas temperaturas são desfavoráveis para processos crônicos, o que pode intensificar o desconforto de quadros como artrite e artrose”, explica. A profissional explica que a atenção deve ser redobrada, especialmente, com animais idosos e com predisposição a problemas articulares — como algumas raças de grande porte — ou que já apresentam condições como artrose, artrite, displasia de quadril ou de cotovelo e alterações na coluna. Esses pets tendem a sentir mais os efeitos das baixas temperaturas, com aumento da rigidez e do desconforto ao se movimentar. Quem exige mais atenção? Embora o frio afete cães e gatos de forma geral, alguns grupos tendem a sentir mais os impactos das baixas temperaturas. Mayara explica que animais de grande porte que apresentam maior predisposição genética a doenças articulares, como displasia coxofemoral e de cotovelo. Já os de pequeno porte podem desenvolver alterações em regiões como cotovelos e luxações patelares ao longo da vida. “Condições como artrite, artrose e discopatia de diversos graus também são relativamente comuns e costumam se intensificar no inverno. Como reduzir o desconforto nos dias frios? “O ideal é oferecer camas, mantas ou qualquer tipo de proteção que isole o frio do piso. Esse cuidado já contribui para mais conforto, principalmente para animais que passam mais tempo deitados”, orienta. Manter uma rotina de atividade física também é importante, ainda que com adaptações. “O movimento ajuda a preservar a mobilidade e a reduzir a rigidez articular. Mesmo no inverno, é importante estimular exercícios leves e regulares, respeitando sempre os limites do animal”, afirma. Peso e alimentação também influenciam “O controle do peso é outro fator determinante para a saúde articular. O excesso de gordura corporal aumenta a sobrecarga nas articulações e pode agravar processos degenerativos. Por isso, manter o peso adequado reduz a pressão sobre as articulações e contribui para a prevenção de problemas. A alimentação equilibrada é fundamental nesse processo, tanto para o controle de peso quanto para a saúde geral do animal”, destaca Mayara.
“Esse cuidado deve começar precocemente, principalmente em animais com predisposição. A saúde articular é construída ao longo da vida. Uma nutrição adequada desde cedo ajuda a preservar as articulações e favorece mais qualidade de vida no futuro”, explica.