“Pinheiros cresceu sem perder sua essência”, afirma Robson Slepicka

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Morador de Pinheiros desde 1974, Robson Slepicka acompanha a evolução do bairro por diferentes perspectivas. Além de viver na região há mais de cinco décadas, atua como síndico condominial na Rua dos Pinheiros e administra o Portal Pinheiros, canal de informação voltado à comunidade local. Em entrevista especial pelos 70 anos da Gazeta de Pinheiros, ele fala sobre as transformações do bairro, os desafios atuais e a importância da comunicação de proximidade na preservação da memória e da identidade da região.

Gazeta de Pinheiros: Você acompanha o dia a dia de Pinheiros por diferentes perspectivas, como morador, síndico e responsável pelo Portal Pinheiros. Como viu o bairro se transformar ao longo dos anos?

Robson Slepicka: Moro em Pinheiros desde 1974 e acompanhei de perto sua transformação ao longo de mais de cinco décadas. Vi uma região predominantemente residencial se tornar um dos bairros mais dinâmicos e valorizados de São Paulo, reunindo moradia, cultura, gastronomia, comércio e serviços. A expansão do metrô, a revitalização de áreas importantes e a chegada de novos empreendimentos contribuíram para essa evolução. O mais interessante é que, apesar das mudanças, Pinheiros preservou sua identidade e continua sendo um lugar onde as pessoas desejam construir suas histórias.

Gazeta: Qual a importância dos veículos de comunicação de bairro para preservar a identidade e a memória local?

Robson: Os veículos de comunicação de bairro desempenham um papel fundamental. Ao longo de seus 70 anos, a Gazeta de Pinheiros registrou transformações urbanas, acontecimentos marcantes e histórias que ajudam a contar a trajetória da região. Além de informar, o jornal fortalece o vínculo das pessoas com o lugar onde vivem e preserva a memória coletiva para as futuras gerações.

Gazeta: Quais são hoje os temas e desafios que mais mobilizam a comunidade de Pinheiros?

Robson: Segurança, mobilidade, limpeza urbana, conservação dos espaços públicos e crescimento imobiliário estão entre os assuntos que mais preocupam moradores e comerciantes. Existe o desejo de ver o bairro continuar crescendo, mas sem abrir mão da qualidade de vida e da boa convivência.

Gazeta: Quais transformações trouxeram mais benefícios e quais ainda exigem atenção do poder público?

Robson: A expansão do metrô foi um avanço importante para a mobilidade, assim como a instalação de câmeras de monitoramento, que contribuiu para aumentar a sensação de segurança. Por outro lado, ainda enfrentamos desafios relacionados à limpeza urbana, ao descarte irregular de resíduos e à necessidade de maior fiscalização e manutenção dos espaços públicos.

Gazeta: Como imagina Pinheiros no futuro?

Robson: Vejo um bairro ainda mais conectado, moderno e preparado para receber novos investimentos. Mas considero essencial preservar aquilo que sempre definiu Pinheiros: sua diversidade, o comércio de rua, a vida cultural e o espírito comunitário. O grande desafio será continuar crescendo sem perder a essência que torna o bairro tão especial.