Observatório Indígena de Artes e Saberes Ancestrais do Estado de São Paulo celebra primeiro ciclo de iniciação para preservar saberes em contextos urbanos, em evento aberto ao público na Câmara Municipal

Cerimônia acontecerá no dia 05 de maio com apresentações culturais regionais

Por CRISTIANE MARIA SAMPAIO
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POVO PANKARARU_CRÉDITO CHARLES PANKARARU

São Paulo, SP – abril de 2026. O dia 19 de abril é conhecido como o Dia dos Povos Indígenas. Mas será que datas dedicadas aos povos originários são suficientes para preservar sua memória? Para Fernanda Manzoli, idealizadora do OBSERVATÓRIO INDÍGENA DE ARTES E SABERES ANCESTRAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO, a resposta é: NÃO!
 
Assim, em janeiro de 2026 foram iniciados os trabalhos do OBSERVATÓRIO INDÍGENA DE ARTES E SABERES ANCESTRAIS para integração, visibilidade e valorização dos povos indígenas de São Paulo, que resultará em um museu virtual e centro de inteligência cultural em plataforma trilíngue (Língua Portuguesa, línguas indígenas e Língua Inglesa), combinando artes e saberes ancestrais e promovendo visibilidade, valorização e salvaguarda das culturas originárias.
 
A plataforma utiliza tecnologia de ponta e metaverso e todo o projeto está sendo realizado juntamente com o Conselho Indígena Vozes Originárias, reunindo diversas etnias do Brasil, formado para o programa Virada dos Povos – Cultura Indígena em Movimento, do qual o Observatório Indígena de Artes e Saberes Ancestrais faz parte.
CELEBRAÇÃO DO 1° CICLO – No dia 5 de maio (terça-feira), às 18h, será realizado um evento aberto ao público que marca o final da fase inicial do projeto, na Câmara Municipal de São Paulo, auditório Oscar Pedroso Horta.
O encontro contará com a presença de representantes dos territórios indígenas participantes do projeto, fala do Conselho Vozes Originárias, exibição de vídeo com o diagnóstico participativo, apresentações culturais e muita comemoração. A abertura será realizada pela vereadora Renata Falzoni, apoiadora do Observatório.
O QUE ACONTECEU NA PRIMEIRA FASE? O Observatório é, ainda, uma iniciativa de salvaguarda, inovação cultural e incidência em políticas públicas, criada para reconhecer, fortalecer e projetar as culturas indígenas do estado de São Paulo — com protagonismo indígena e compromisso com ética, transparência e acesso público.
 
Trata-se de um projeto que realiza diagnóstico socioambiental participativo de povos indígenas em contexto urbano e é estratégico porque reúne o que quase nunca está junto: salvaguarda cultural + tecnologia + governança + utilidade pública.
Ao todo, foram realizadas 43 entrevistas com pessoas indígenas de quatro comunidades, sendo: Pankararu (Real Parque), Dofurêm Guaianá (Itaquera), Fulni-ô (Jardim Tremembé) e Aymara (Brás, Bom Retiro, Belém e Pari), todas em contexto urbano na cidade de São Paulo.
DE ONDE SÃO OS DADOS QUANTITATIVOS E QUALITATIVOS? – As informações que subsidiam o Observatório Indígena são levantadas por equipe especializada e antropólogos diretamente nas comunidades indígenas. O banco de dados é nacional e contempla artistas e saberes indígenas, com acervo audiovisual, exposições e entrevistas, promovendo conexões entre aldeias, universidades e o público urbano.
 
Manter as culturas vivas e fortalecer os saberes ancestrais estão entre os principais objetivos do Observatório Indígena de Artes e Saberes Ancestrais.
“É urgente tornar visível o que, há séculos, vem sendo invisibilizado: as realidades indígenas em contexto urbano. O Observatório Indígena atua por meio de uma metodologia participativa, com levantamento de dados construído a partir do protagonismo e do diálogo com os territórios indígenas, que participam ativamente de todas as etapas do projeto. Mais do que preservar, queremos manter o passado vivo no presente, para construir um futuro com memória”, explica Fernanda Manzolli, captadora de recursos, gestora e idealizadora do projeto.
E O QUE VEM DEPOIS? Todo o conteúdo levantado junto aos povos indígenas será transformado no material que alimentará a plataforma do Observatório e que será de livre acesso e gratuita a toda a população em breve.
Ações de divulgação serão feitas, além de eventos previstos abertos ao público e gratuitos com apresentações culturais, culinária, artesanato, música, dança e muito mais, tudo indígena.
O projeto conta com a parceria da Prefeitura de São Paulo e da Secretaria de Direitos Humanos e está sendo realizado com recursos advindos de emendas parlamentares e captação após aprovação na Lei Rouanet, além de investimentos privados.
CONHEÇA MAIS SOBRE O PROJETO: @observatorioindigena no Instagram.
SERVIÇO: OBSERVATÓRIO INDÍGENA EM MOVIMENTO – ENCERRAMENTO DO 1° CICLO
Data: 5 de maio de 2026 (terça-feira).
Horário: Das 18h às 22h.
Local: Câmara Municipal de São Paulo – Auditório Oscar Pedroso Horta.
Endereço: Viaduto Jacareí, n° 100, Bela Vista – São Paulo – SP.
ABERTO AO PÚBLICO.
Atendimento à imprensa OBSERVATÓRIO INDÍGENA DE ARTES E SABERES ANCESTRAIS
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