5 erros que enfraquecem o programa de compliance da sua empresa - e como evitá-los
Diretora do Instituto Brasileiro de Auditoria e Compliance lista os principais equívocos que comprometem a cultura de integridade e reduzem a efetividade da governança corporativa
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A adoção de um programa de compliance é hoje um dos principais pilares da boa governança corporativa. Mais do que uma exigência legal ou de mercado, trata-se de um conjunto de práticas que assegura a integridade, a transparência e a sustentabilidade dos negócios. No entanto, muitas organizações ainda cometem erros que comprometem a efetividade dessas iniciativas — e, consequentemente, colocam sua reputação em risco.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Auditoria e Compliance (Ibrac), a fragilidade de muitos programas decorre não da ausência de políticas, mas da forma como são implementadas. “Ter um programa de compliance não significa apenas cumprir protocolos. É preciso garantir que ele funcione na prática, que seja parte da cultura organizacional e que inspire comportamento ético em todos os níveis”, afirma Kátia Lema Perez, diretora do Ibrac.
A seguir, Kátia lista cinco erros comuns que podem comprometer a credibilidade e o desempenho de um programa de compliance:
1. Falta de comprometimento da alta liderança
Sem o apoio genuíno da diretoria e dos gestores, o compliance se torna apenas uma formalidade. É essencial que a liderança dê o exemplo e comunique de forma clara a importância da integridade para o negócio.
2. Comunicação ineficaz
Um programa que não é compreendido pelos colaboradores tende a falhar. Políticas e treinamentos precisam ser contínuos, didáticos e acessíveis, com linguagem adequada à realidade da empresa.
3. Avaliação de riscos superficial
Muitas organizações não realizam um mapeamento completo dos riscos de conformidade e não geram KPIs eficientes. Sem essa base, o programa fica desalinhado às vulnerabilidades reais do negócio, limitando sua capacidade de prevenção.
4. Canais de denúncia inoperantes ou inseguros
A ausência de mecanismos confiáveis para relatar irregularidades desestimula a participação dos colaboradores e mina a confiança na cultura de compliance. É fundamental garantir anonimato, proteção e resposta rápida a todas as denúncias. Canais independentes, operados por empresas especializadas, são os mais recomendados.
5. Falta de monitoramento e atualização
Compliance não é estático. As normas, o mercado e os riscos mudam — e o programa precisa evoluir junto. Auditorias periódicas e revisões constantes são indispensáveis para manter a efetividade das ações.
O IBRAC oferece programas de capacitação, auditorias e suporte técnico para empresas que desejam estruturar ou aprimorar seus programas de integridade. “Nosso compromisso é fortalecer a cultura de integridade no país. Um programa de compliance eficiente protege não apenas a empresa, mas também seus colaboradores, clientes e a sociedade como um todo”, reforça Kátia.
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