Aeroporto de Congonhas expande em meio a críticas sobre barulho
Enquanto a ‘Aena’ Brasil investe R$ 2,4 bilhões na ampliação e modernização do Aeroporto de Congonhas, moradores de São Paulo, especialmente de Pinheiros, Santo Amaro, Moema e da Zona Oeste, seguem reclamando do barulho constante causado pelo tráfego de aviões que aumentou muito nos últimos meses. A expansão, que inclui um novo terminal de passageiros com 105 mil metros quadrados — mais do que o dobro da área atual — e 37 posições para aeronaves, deve ser entregue em junho de 2028. Aumento número de voos (?) Segundo a concessionária, o projeto visa modernizar o aeroporto e abrir espaço para voos internacionais na América do Sul. No entanto, essas intervenções não diminuem a pressão da população que sofre diariamente com o barulho das decolagens e pousos. Diversos bairros como Pinheiros, Perdizes, Butantã, Santo Amaro, Moema, Morumbi e Vila Leopoldina, continuam a registrar queixas frequentes à Prefeitura e à Anac, denunciando impactos na qualidade de vida, no sono e na saúde mental dos moradores. A expansão do aeroporto — que permitirá que cerca de 70% dos embarques sejam realizados por pontes — não prevê, até o momento, medidas adicionais de mitigação sonora significativas para a vizinhança. Aumento tráfego aéreo Especialistas em urbanismo e mobilidade criticam o modelo: apontam que o investimento em infraestrutura privilegia passageiros e concessionária, enquanto a população que vive ao redor do aeroporto continua a arcar com os efeitos negativos do crescimento do tráfego aéreo. A expectativa da ‘Aena’ é que a experiência de viagem seja “mais fluida e acolhedora”, mas para os moradores, a realidade permanece ruidosa e prejudicial. Sem qualidade de vida
A entrega do novo terminal reforça a tensão entre expansão aeroportuária e qualidade de vida urbana, deixando evidente que o planejamento da infraestrutura prioriza eficiência operacional e lucro, sem oferecer soluções concretas para os impactos sonoros que afetam milhares de paulistanos diariamente.