Roubos e furtos de celulares crescem e atingem recorde em Pinheiros

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São Paulo registrou 124.377 roubos e furtos de celulares entre janeiro e agosto de 2025, segundo levantamento da TV Globo com base em dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). O número representa 511 ocorrências por dia — o equivalente a um crime a cada três minutos — e indica um aumento de 1,8% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 122.186 casos. Pinheiros lidera Pinheiros lidera o ranking com 4.072 celulares roubados ou furtados apenas nos oito primeiros meses do ano. Logo atrás aparecem Consolação, República, Bela Vista, Bom Retiro e Liberdade, todos na região central, que somam quase 16 mil ocorrências. A rua Joaquim Antunes, em Pinheiros, tornou-se um símbolo da insegurança crescente. Em apenas um quilômetro de extensão, foram 33 roubos e 12 furtos de celular registrados entre janeiro e agosto. O medo transformou a rotina dos moradores, que agora evitam andar a pé, saem sem joias e celulares e relatam pavor de assaltantes em motocicletas. “Os ataques acontecem a qualquer hora, principalmente nas primeiras horas da manhã e no fim da tarde, quando as pessoas saem ou voltam do trabalho”, explica um pesquisador ouvido citando dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Abaixo-assinado A sensação de insegurança levou a comunidade local a se mobilizar. Um abaixo-assinado com mais de 9 mil assinaturas pede reforço policial nas ruas Joaquim Antunes, Francisco Leitão, Cardeal Arcoverde e dos Pinheiros — áreas que concentram boa parte dos assaltos na região. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que o combate aos roubos e furtos de celulares é “sistemático e permanente”, com reorientação do policiamento com base nos registros de ocorrência. A pasta destacou ainda que quase quatro mil aparelhos foram recuperados e devolvidos aos proprietários neste ano.
Apesar disso, moradores afirmam que a criminalidade segue alta e cobram ações mais efetivas. “O medo já virou parte da paisagem. A rua perdeu o sossego”, resume um comerciante de Pinheiros.