Jockey Cidade Jardim no centro de disputa: desapropriação e dívida acirram debates
O emblemático Jockey Club Cidade Jardim voltou a ocupar espaço central nas discussões sobre uso do solo e equipamentos públicos em São Paulo. A Prefeitura tem avançado no processo que pode levar à desapropriação do hipódromo — terreno de cerca de 619 mil m² às margens do Rio Pinheiros — com a proposta de transformá-lo em parque municipal e equipamentos públicos, enquanto a direção do Jockey resiste e aponta contra-argumentos sobre dívidas e patrimônio. Área subutilizada A pauta ganhou impulso em audiências públicas e na Câmara Municipal. Parlamentares e representantes do Executivo defendem que a área, hoje subutilizada e com elevado passivo tributário, poderia se tornar um parque capaz de ampliar áreas verdes na cidade. Por outro lado, conselheiros e integrantes do próprio Jockey alertam para a relevância histórica, econômica e para o emprego gerado pelo turfe, além de questionarem o cálculo e a forma da desapropriação. Interesse privado A administração municipal alega que transformar o hipódromo em espaço público é uma oportunidade para recuperar uma área estratégica junto ao Rio Pinheiros; especialistas e setores do mercado imobiliário, entretanto, observam interesse privado intenso sobre o terreno, o que torna a disputa política e judicial complexa. Investimentos, alternativas de destinação (como centro de equinoterapia, parque e usos culturais) e a necessidade de diálogo com a comunidade aparecem como condicionantes para qualquer decisão definitiva. Últimas áreas verdes da região
Com processos em tramitação e prazos abertos a discussões técnicas e jurídicas, a expectativa é de que as próximas audiências públicas e as tratativas entre Prefeitura, Jockey e órgãos reguladores definam se o terreno será desapropriado, projeto que promete alterar o entorno e multiplicar a atenção sobre uma das últimas grandes áreas verdes da zona oeste. A Gazeta de Pinheiros e outros veículos seguem acompanhando os desdobramentos.