Manifestantes bloqueiam Raposo Tavares em protesto contra pedágio automático "free flow"

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Dezenas de manifestantes bloquearam a Rodovia Raposo Tavares na tarde do último domingo (3), na altura do km 37, em Cotia, para protestar contra o sistema de pedágio “Free Flow” que será implantado no local. O protesto ocorreu em frente ao pórtico recém-reinstalado pela CCR Sorocaba, responsável pela concessão do trecho, ainda sem data oficial para início da operação. Truculência da Polícia Rodiviária Com faixas que diziam “Metrô sim, pedágio não” e “Pagamos IPVA pra quê?”, os manifestantes interditaram completamente a pista sentido capital por volta das 16h50. A Polícia Militar Rodoviária interveio para dispersar o grupo, utilizando inclusive gás lacrimogêneo. “Vieram com toda truculência - balas de borracha, bombas de gás, prendendo pessoas”, afirma o ambientalista Ernesto Maeda, que aponta a violência completamente desproporcional da PM na abordagem de um protesto pacífico. Cobrança automática O sistema “free flow” prevê a cobrança automática de tarifas sem a necessidade de praças físicas. Os veículos são identificados por sensores enquanto passam por pórticos equipados com tecnologia de leitura de tags ou placas. O valor pago é proporcional ao trajeto percorrido. A iniciativa, segundo o governo, visa agilizar o trânsito e reduzir impactos ambientais. Mais pedágios A instalação do pórtico no km 37 havia sido suspensa em julho para ajustes estruturais, mas foi retomada neste fim de semana. Um segundo pórtico também está sendo montado no km 101, em Sorocaba. “Prejudica completamente o direito de ir e vir e aumenta o custo de tudo, especialmente para quem mora em Cotia e precisa vir para São Paulo todos os dias”, aponta Maeda. A concessão do trecho entre Vargem Grande Paulista e São Paulo, incluindo vias como a SP-280 e SP-029, prevê ainda obras de duplicação, implantação de faixas adicionais e marginais, novos dispositivos de acesso, passarelas e pontos de ônibus. Segundo a Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado, os recursos também financiarão serviços de socorro, guincho e monitoramento por câmeras.
O projeto está atualmente em fase de consulta pública. A Artesp disponibilizou, até 12 de abril, um canal para que cidadãos e empresas enviem sugestões e questionamentos sobre o plano de mobilidade. As informações estão no site da agência, no menu Transparência.