Usuários denunciam abandono e má gestão da Reserva Parques em concessão do Villa‑Lobos

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Desde setembro de 2022, os parques Villa‑Lobos e Cândido Portinari, estão sob a responsabilidade da concessionária Reserva Parques — um contrato de 30 anos que prevê investimentos, modernização e manutenção. No entanto, frequentadores e entidades relataram problemas recorrentes. A Sociedade Amigos Bairro City Boaçava critica a predominância de grandes eventos em detrimento da rotina dos usuários: “O Conselho do parque não tem voz ativa… todos os eventos são aprovados, mesmo contrários aos interesses da comunidade”. A situação inclui Oktoberfest no parque, sem consulta à vizinhança, mas com aval do governo estadual no Conselho. Reformas pendentes Após um ano de gestão, reformas básicas permanecem pendentes. Usuários relatam brinquedos quebrados, bebedouros sem torneiras e o orquidário Ruth Cardoso ainda fechado com tapumes, mesmo com prazo contratual de reativação. Afirmam que “nenhum dos banheiros da ciclovia estava funcionando e que brinquedos estão todos quebrados”. Segundo um relato anônimo, publicado em redes sociais:  “No parque Villa Lobos, o que mais me revolta é como […] deixaram construir um Glide gigante! É uma vergonha a forma como o parque está sendo gerido!” O crescimento de atrações pagas, como o "Vila Picnic" (de R$ 3,4 mil a R$ 25 mil por festa), também gerou insatisfação — usuários apontam área cercada para eventos, enquanto a manutenção dos espaços gratuitos é negligenciada. Do ponto de vista jurídico, entidades avaliam medidas legais contra a concessionária para limitar os eventos e garantir o cumprimento das obrigações contratuais. A Arsesp afirma que a exploração comercial é permitida dentro do contrato, desde que respeitados os parâmetros do conselho consultivo e da legislação.
O modelo de gestão via concessão busca “desonerar o Estado” e atrair R$ 61,6 mi em investimentos nos primeiros seis anos. Mas, diante de ambientes abandonados, protestos de usuários, brinquedos precários e falta de diálogo com a comunidade, a eficácia do modelo está sob avaliação judicial e a insatisfação cresce.