Moradores se opõem à transformação de vias no Morumbi em coletoras

Por
2 Min

A proposta da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de reclassificar as ruas Clementine Brenne e Armando Trompowsky, entre a Avenida Morumbi e a Avenida Giovanni Gronchi, como vias coletoras, enfrenta forte resistência da comunidade local. Em documento enviado à CET, com cópia à vereadora Cris Monteiro e ao CONSEG Morumbi, o arquiteto Walter Caprera relata reunião realizada no dia 3 de maio de 2025 com o engenheiro Marcus Vinicius Barbosa Buelloni, na qual foram apresentados diversos argumentos técnicos contrários à proposta. Entre os principais pontos estão: a geometria do acesso pela Av. Morumbi, com curva de 120 graus, que compromete a segurança viária; a existência de obra construída para inibir o trânsito de caminhões e ônibus; e a presença recorrente de veículos pesados, mesmo sem autorização. Além disso, foi destacado que as vias em questão constam como locais no histórico de classificação viária e não atendem aos critérios da Lei nº 16.402/19, que exige largura mínima de 23 metros para vias coletoras — enquanto ambas possuem apenas 12 metros. Em parecer emitido em 13 de maio, a CET afirmou que a adequação das vias “não faz parte das ações prioritárias” e declarou não adotar os parâmetros técnicos da legislação citada. Os moradores enfatizam ainda que a região, classificada como ZER-I, sofre com o excesso de ruído e poluição gerados por veículos pesados em ruas com declividade de até 15%.
Diante disso, reforçam a solicitação para que a CET reavalie a proposta, levando em conta os aspectos técnicos, legais e urbanísticos que inviabilizam a transformação pretendida.