​Despoluição do Rio Tietê: meta de 2025 continua distante, agora sob nova gestão

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Em 2013, a Sabesp anunciou a meta de despoluir o Rio Tietê até 2025, no âmbito do Projeto Tietê. Dilma Pena, então presidente da companhia, declarou: “Em 2025 teremos o rio despoluído”. Durante a assinatura de um financiamento de R$ 1,35 bilhão pelo BNDES, Dilma destacou que a quarta etapa do projeto demandaria R$ 4 bilhões, atingindo áreas pobres da Grande São Paulo.
Observando o Tietê No entanto, essa promessa enfrenta um cenário cada vez mais adverso. Segundo o estudo Observando o Tietê, da Fundação SOS Mata Atlântica, divulgado em setembro de 2024, a poluição do rio aumentou 143,5% desde 2021, passando de 85 para 207 quilômetros de água imprópria. O levantamento monitorou 576 quilômetros do Tietê, de sua nascente em Salesópolis até Barra Bonita. Apenas 119 quilômetros apresentaram água de boa qualidade, enquanto 250 quilômetros foram classificados como regulares. A poluição crítica foi registrada em 207 quilômetros, dos quais 131 apresentaram qualidade ruim e 76, péssima.
Gestão privada Com a privatização da Sabesp em 2024, o compromisso de despoluir o Tietê agora recai sobre uma nova concessionária. A sociedade civil e especialistas têm questionado como a gestão privada lidará com a tarefa, considerando a necessidade de altos investimentos e a crescente pressão por resultados.
O avanço lento das metas de despoluição, combinado com o aumento de 29% na mancha poluída em apenas um ano, sugere que o prazo de 2025 dificilmente será cumprido. Com a mudança de gestão, cresce a cobrança por maior transparência e ações mais efetivas para enfrentar o desafio. A despoluição do maior rio paulista segue como um teste crucial para a nova administração da companhia.