Novo ano, mesmo barulho: nova rota de aviões continua incomodando moradores de Pinheiros
A reorganização do espaço aéreo em São Paulo, implementada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) desde 2021, vem alterando as rotas das aeronaves que decolam e aterrissam no Aeroporto de Congonhas, deslocando o ruído para bairros como Pinheiros, Vila Madalena, Alto de Pinheiros, Boaçava, Lapa, Itaim Bibi e o Parque Vila Lobos. O objetivo da mudança provocou grande impacto sonoro nas áreas afetadas, segundo as autoridades aeronáuticas, para reduzir custos operacionais e emissões. Relatórios anuais da ‘Aena’ e da Infraero destacaram a migração do barulho para regiões fora das curvas de ruído estabelecidas pelo Plano Específico de Zoneamento de Ruído (PEZR). Apesar de uma redução de 15,18% no nível de ruído em áreas delimitadas, moradores dos bairros recém-afetados, relatam incômodos constantes.
Moradores acionam a Justiça Associações de moradores criticam a falta de transparência nas mudanças e acionaram a Justiça para tentar barrar a concessão do aeroporto à ‘Aena’, o que resultou na criação de uma central de conciliação mediada pela Justiça Federal. Entre as pautas discutidas, destaca-se a recomendação do Ministério Público Federal para que a Prefeitura de São Paulo regulamente construções em áreas ruidosas.
Aumento no número de voos O Aeroporto de Congonhas, que movimenta mais de 22 milhões de passageiros anuais, teve um grande aumento no número de voos e passará por obras de expansão até 2028, com investimentos de R$ 2 bilhões. Contudo, a projeção de mais operações para os próximos anos, preocupa moradores e mantém o debate sobre a convivência, entre o aeroporto e os moradores afetados por barulho constante e ensurdecedor, muito além dos decibéis permitidos para áreas urbanas.
Moradores fazem severas críticas Em comunidades de redes sociais, moradores de Alto de Pinheiros e região, fazem ressalvas e críticas ao DECEA-Departamento de Controle do Espaço Aéreo, INFRAERO- empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, Aena Brasil, concessionária de Congonhas e ao Governo e Prefeitura, na regularização do som acima dos decibéis, emitido pelas aeronaves no espaço urbano. “Desde agosto de 2024 os aviões que pousam em Congonhas passam por Alto de Pinheiros de 3 em 3 minutos sem parar, das 6 da manhã até às 23 horas, em 90% dos dias. Eu particularmente não estou aguentando, pois tenho hiperacusia. Chegam a ser mais de 300 aviões por dia." E.M. “Alguma mudança ocorreu, pois, a vida aqui nunca foi desse jeito. Como sou autista nível 1 de suporte, reparo em todos os barulhos e posso garantir que só agora em 2024 a situação ficou desse jeito.” L.M. “O barulho aqui na altura de Pinheiros é ainda mais alto, pois os aviões colocam as rodas para fora na altura da Praça do Pôr do Sol, e as rodas causam ainda mais atrito no ar, gerando mais barulho.” P.G. “O que eu gostaria de entender é porque motivo a DECEA não traçou a rota por cima do Rio Pinheiros, ao invés de traçá-la em cima das residências de Pinheiros e Vila Madalena. Se os aviões voassem bem por cima do rio, o barulho ficaria em cima da Marginal Pinheiros, mais concentrado em cima do tráfego dos carros, e não em cima dos lares das pessoas. E depois a rota se alinharia com a pista de Congonhas, mas na altura dos bairros que realmente circundam o aeroporto.” O.P.
A Gazeta de Pinheiros continuará acompanhando para levantar dados atualizados da situação em 2024.
Moradores acionam a Justiça Associações de moradores criticam a falta de transparência nas mudanças e acionaram a Justiça para tentar barrar a concessão do aeroporto à ‘Aena’, o que resultou na criação de uma central de conciliação mediada pela Justiça Federal. Entre as pautas discutidas, destaca-se a recomendação do Ministério Público Federal para que a Prefeitura de São Paulo regulamente construções em áreas ruidosas.
Aumento no número de voos O Aeroporto de Congonhas, que movimenta mais de 22 milhões de passageiros anuais, teve um grande aumento no número de voos e passará por obras de expansão até 2028, com investimentos de R$ 2 bilhões. Contudo, a projeção de mais operações para os próximos anos, preocupa moradores e mantém o debate sobre a convivência, entre o aeroporto e os moradores afetados por barulho constante e ensurdecedor, muito além dos decibéis permitidos para áreas urbanas.
Moradores fazem severas críticas Em comunidades de redes sociais, moradores de Alto de Pinheiros e região, fazem ressalvas e críticas ao DECEA-Departamento de Controle do Espaço Aéreo, INFRAERO- empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, Aena Brasil, concessionária de Congonhas e ao Governo e Prefeitura, na regularização do som acima dos decibéis, emitido pelas aeronaves no espaço urbano. “Desde agosto de 2024 os aviões que pousam em Congonhas passam por Alto de Pinheiros de 3 em 3 minutos sem parar, das 6 da manhã até às 23 horas, em 90% dos dias. Eu particularmente não estou aguentando, pois tenho hiperacusia. Chegam a ser mais de 300 aviões por dia." E.M. “Alguma mudança ocorreu, pois, a vida aqui nunca foi desse jeito. Como sou autista nível 1 de suporte, reparo em todos os barulhos e posso garantir que só agora em 2024 a situação ficou desse jeito.” L.M. “O barulho aqui na altura de Pinheiros é ainda mais alto, pois os aviões colocam as rodas para fora na altura da Praça do Pôr do Sol, e as rodas causam ainda mais atrito no ar, gerando mais barulho.” P.G. “O que eu gostaria de entender é porque motivo a DECEA não traçou a rota por cima do Rio Pinheiros, ao invés de traçá-la em cima das residências de Pinheiros e Vila Madalena. Se os aviões voassem bem por cima do rio, o barulho ficaria em cima da Marginal Pinheiros, mais concentrado em cima do tráfego dos carros, e não em cima dos lares das pessoas. E depois a rota se alinharia com a pista de Congonhas, mas na altura dos bairros que realmente circundam o aeroporto.” O.P.
A Gazeta de Pinheiros continuará acompanhando para levantar dados atualizados da situação em 2024.