​Butantã, Vila Leopoldina e Jaguaré podem ter prédios ainda maiores

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Os vereadores da Câmara Municipal devem votar ainda neste ano, projeto que pretende ampliar as construções e prédios mais altos, verdadeiros espigões no Butantã, Jaguaré e Vila Leopoldina. Assim será alterado sobremaneira o perfil urbanístico destes bairros, que já sofrem uma verticalização desenfreada com o Plano Diretor, que não conseguiu frear o apetite das incorporadoras, que invadiram todas as ruas, áreas e casas de vila. O PIU-Projeto de Intervenção Urbanística Arco Pinheiros, que já teve a primeira votação em 2022 (deverá ter agora o segundo turno da votação),  ganhou alterações após o leilão da Nova Raposo Tavares, realizado dia 28 de novembro, em um embate do governo estadual e entidades, ambientalistas e a comunidade. Houve inúmeros protestos dos moradores, quando a ‘Ecorodovias’ foi a vencedora para a polêmica obra, que vai desapropriar centenas de residências e retirar milhares de árvores de áreas verdes, parques e laterais da rodovia.
Desenvolvimento imobiliário A gestão municipal informa que discutiu o projeto com o governo estadual, para viabilizar um maior desenvolvimento imobiliário na região e criar vias para desafogar o trânsito na entrada da cidade, que deve ser intensificado com as mudanças na rodovia Raposo Tavares. O projeto tem como intuito melhorias viárias, a reurbanização de favelas e o aumento de potencial construtivo na região Oeste. Com isso, o poder público espera reduzir os congestionamentos na Avenida Jaguaré. Projeto que será votado pela Câmara quer estimular desenvolvimento imobiliário no Jaguaré, Vila Leopoldina e Butantã.
PIU deve ter aprovação Apesar do grande movimento imobiliário nas regiões que ladeiam a USP, bem como em Pinheiros e Vila Madalena, com dezenas de novos lançamentos de condomínios, ninguém se preocupou com a infraestrutura da região Oeste, onde o trânsito já é caótico, a falta de água e tratamento de esgoto é deficiente da Sabesp, além da energia irregular e que está sempre em falta da Enio. 
Centro Internacional de Tecnologia e Inovação “Hoje, o potencial construtivo é duas vezes o tamanho do terreno, estamos mudando, dentro da lógica de adensar, dependendo até 8 vezes mais. Isso viabilizaria um grande empreendimento, concessões, PPPs”,  conclui Fernando Chucre, Secretário de Desenvolvimento Urbano municipal. Neste processo deverá haver a exclusão do projeto do ‘Centro Internacional de Tecnologia e Inovação’ (CITI) no lugar da Ceagesp, mais um “sonho” do ex-prefeito João Doria, vetado pelo governo federal.
Avenida politécnica Poderá haver um aumento do potencial construtivo na problemática e perigosa Avenida Politécnica.  O interesse é do governo que pretende fazer parcerias e permutas no terreno que hoje abriga a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico e a Investe SP, que ocupam uma área de 45 mil metros quadrados. O poder público aposta que com a Nova Raposo, a Zona Oeste vai ter maior potencial para atração de empresas, investimentos e empreendimentos imobiliários.
Quadras de casas poderão ganhar prédios Áreas que hoje só permitem construções menores poderão ganhar prédios altos, sem limite máximo de altura. As ruas Mergenthaler e Xavier Kraus, na Vila Leopoldina, que hoje abrigam galpões industriais, podem sofrer esta transformação. O mesmo para áreas próximas à Estação Imperatriz Leopoldina, da Linha 8 do Metrô (Diamante) e avenidas Alexandre Mackenzie e Dracena, ambas no Jaguaré.  Próximo a Avenida Mofarrej, será possível ter edifício de até 48m. Quadras que são de casas e sobrados no entorno das ruas Guaipá e Aliança Liberal, poderão abrigar prédios de dez andares. O mesmo limite entre as Ruas Heliópolis e Teerã.
As áreas de preservação terão suas características urbanísticas, paisagísticas e ambientais preservadas, como a USP, vegetação entre o Ceagesp e a Marginal.