​Carnaval de Rua 2025: preocupações com segurança e excessos de blocos em Pinheiros

Por
3 Min
São Paulo se prepara para o Carnaval de Rua 2025, que ocorrerá entre os dias 1º e 4 de março, com a Quarta-Feira de Cinzas no dia 5. Os desfiles dos blocos oficiais estão programados para os fins de semana anteriores e posteriores ao evento principal. Pré-Carnaval nos dias 22 e 23 de fevereiro e Pós-Carnaval nos dias 8 e 9 de março. Os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial acontecerão nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, no Sambódromo do Anhembi.  500 blocos de rua No entanto, moradores de bairros da zona oeste como Pinheiros, Perdizes, Vila Madalena e Butantã expressam preocupações significativas sobre o evento. Com a previsão de números semelhantes aos de anos anteriores – cerca de 15 milhões de foliões e mais de 500 blocos de rua – os problemas de segurança e infraestrutura tornam-se uma questão crítica com invasão das ruas, destruição de áreas públicas e lojas, além de praças que se transformam em “banheiros” a céu aberto. Em 2024, foram registrados 536 desfiles oficiais, o maior número já contabilizado pela Prefeitura. Vandalismo A experiência passada evidencia os desafios. Em 2024, a região enfrentou episódios de violência, furtos, e vandalismo, além de dificuldades para controlar a superlotação das vias públicas. Os moradores relatam que a presença massiva de blocos de rua tem intensificado esses problemas, prejudicando a mobilidade e a segurança dos residentes. Depoimentos “Nos dias de carnaval, nós moradores da Rua dos Pinheiros nos sentimos encarcerados em nossos próprios lares. Somos privados de sair de casa, as ruas ficam fechadas e não temos acesso a entrada e saída de veículos. A aglomeração de pessoas em torno dos condomínios nos obriga a conviver com bêbados urinando em nossos portões, danificando vasos e interfones. E também delinquentes, furtando e roubando os moradores.” - Robson Slepicka, síndico de prédio local. “O carnaval é um evento importante para a expressão da alegria e significativo para a cultura da cidade. No entanto, traz várias complicações para o nosso bairro. Entre eles, problemas de mobilidade para os moradores, devido ao caótico trânsito provocado pelo fechamento das ruas. Com as aglomerações, nossas ruas ficam imundas, além de violentas, com furtos e assaltos acontecendo a olhos vistos. Por mais planejamento que se faça, não há como controlar multidões que exageram no álcool. Há também um grande impacto negativo no comércio local, ao contrário do que muitos pensam. Conforme afirmam muitos comerciantes locais, há na verdade prejuízos na competição com produtos vendidos nas ruas.” - Francisco Eduardo Pereira, ex-presidente da AMATEUS
Além disso, a gestão do lixo e a poluição sonora são pontos de tensão. Os moradores pedem um planejamento mais eficiente e ações preventivas por parte das autoridades para mitigar os impactos negativos. A Prefeitura de São Paulo tem a tarefa de equilibrar a festividade com a manutenção da ordem e da qualidade de vida nos bairros afetados.