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21/09/2017

Dr. Ian Drysdale chega ao Brasil para os ‘Diálogos sobre a Osteopatia’

Publicado em 07/01/2014

O médico apresenta um panorama da Osteopatia na Inglaterra

Ian Drysdale, PhD, fundador e presidente do ICAOR / divulgaçãoUm dos grandes nomes da Osteopatia em todo o mundo, Prof. Dr. Ian Drysdale, PhD, fundador e presidente do ICAOR (International Conference On Advances in Osteopathic Research) e diretor do BCOM (British College Osteopathic Medicine), chega ao Brasil para participar dos “Diálogos sobre a Osteopatia – 1º. Ciclo de Palestras”. O encontro é também preparatório para a 10ª Edição do ICAOR, que pela primeira vez será realizada no País, em São Paulo, de 7 a 9 de novembro de 2014, com o apoio do Instituto Vita, moderno e conceituado Centro de Medicina Esportiva de Alto Rendimento e referência em Ensino e Pesquisa do País.

No dia 8 de janeiro, a partir das 20h, Drysdale (foto à esquerda) dará ‘Um panorama da Osteopatia na Inglaterra”. Além dele, a doutora Iona Bramati-Castellarin, brasileira residente na Inglaterra, dissertará sobre o tema ‘Um insight na Osteopatia Pediátrica’. O encontro acontece na unidade Morumbi do Instituto Vita (praça Roberto Gomes Pedrosa, Portão 2, no estádio do Morumbi), em São Paulo. É voltado para médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, preparadores físicos e estudantes na área da Saúde.  As inscrições são gratuitas. O e-mail para quem deseja participar é cursos@institutovita.com.br. O evento inaugura uma série de palestras ao longo de 2014 que culminam na conferência internacional. 

“A realização do 10º. ICAOR aqui no Brasil é importantíssima para que a profissão cresça e se desenvolva de uma forma em que a pesquisa científica seja o centro e a principal referência”, diz a doutora Iona Bramati-Castellarin, que acrescenta: “a Osteopatia cabe muito bem no mundo moderno, onde as pessoas têm vida sedentária e pouca consciência da importância do sistema musculoesquelético, já que traz uma visão integrada do corpo humano através do estudo da biomecânica”.

Drysdale formou-se em 1971 pelo Queen Elizabeth College, em Londres, com um diploma de bacharel em Bioquímica/Fisiologia e inscreveu-se em um programa de doutorado em Endocrinologia Clínica na Escola Real de Pós-graduação em Medicina e no Hospital Northwick Park, antes de iniciar o programa de ND e DO, concluído em 1980, na Escola Superior Britânica de Naturopatia e Osteopatia (BCNO), como aluno externo. Começou a lecionar na BCNO em 1971, enquanto se preparava para o doutorado e, desde então, mantém-se comprometido com esta escola.

Aos poucos, evoluiu de professor e praticante em regime de tempo parcial para integral, para vice-reitor e reitor de estudos acadêmicos e, em 1990, para diretor em tempo integral. Drysdale tem se comprometido a manter e promover altos padrões acadêmicos e clínicos em Naturopatia e Osteopatia, e acredita que o desenvolvimento e a pesquisa continuados em pós-gradução sejam essenciais ao sucesso a longo prazo dessas disciplinas. Além do seu compromisso acadêmico, nutre interesse especial pela pesquisa.

 

Iona Bramati-Castellarin

Iona Bramati-Castellarin / divulgaçãoBrasileira residente em Londres há 18 anos, Iona Bramati-Castellarin (foto à esquerda) é osteopata registrada e exerce a profissão em Londres há 12 anos. Iona, que demonstra interesse especial por crianças afetadas por autismo, se formou em 2001 na Escola Superior Britânica de Medicina Osteopática (BCOM), em Londres. Após a formatura, fez diversos cursos de pós-graduação em Osteopatia craniana e estrutural. Trabalhou no Centro Osteopático para Crianças e na Maternidade St. John e St. Elizabeth’s, tratando de recém-nascidos e parturientes. Atualmente, se concentra em finalizar um projeto de pesquisa de doutoramento na Universidade de Westminster, em conjunto com a BCOM, sobre os efeitos da Osteopatia visceral em crianças autistas. O projeto recebeu a colaboração do Hospital King’s College, de Londres e o endosso da Sociedade Nacional de Autismo (NAS). Iona tem feito palestras em diversas conferências internacionais de Osteopatia, assim como na BCOM

Drydale e Iona são coordenadores da 10ª Edição da ICAOR. Além deles, coordenam Luciana Mameri e Valéria Alves Ferreira.

Luciana Mameri formou-se em 2001 pela Escola Britânica de Osteopatia. Trabalhou na Clínica Winchmore de Osteopatia, entre 2001 e 2007, no Hospital Saint Leonards, entre 2001 e 2003, e no departamento de pós-graduação do Hospital Chase Farm, entre 2006 e 2007. Entre 2004 e 2006, Luciana foi professora da Escola Britânica de Osteopatia. Atualmente, atua como gerente de Reabilitação doo Instituto Vita, em São Paulo. Desde o 2007 exerce a Osteopatia no País.

Valéria Alves Ferreira nasceu no Brasil e reside em Londres há 24 anos. É professora de nível superior, lecionando na Escola Britânica de Osteopatia (BSO), onde lidera o departamento de técnicas viscerais e facilitando diversos cursos de CPD sobre integração osteopática. Ela também é membro da Associação Britânica de Osteopatia (BOA), da Sociedade Osteopática de Londres (LOS) e do Conselho Geral de Osteopatia (GOsC). Valéria concluiu um mestrado em Osteopatia em 2006 na Escola Europeia de Osteopatia (ESO), onde conduziu um projeto de pesquisa que investigou a eficácia do tratamento osteopático em pacientes com endometriose. Há 18 anos mantém um bem-sucedido consultório no centro financeiro de Londres (City of London).

 

Sobre a Osteopatia e o ICAOR 2014**

 

Por que um evento como o ICAOR 2014 será importante para a
Osteopatia no Brasil?

Porque aumentará a conscientização sobre a recentes pesquisas osteopáticas internacionais e nacionais. Este evento poderá criar um "benchmark" para a Osteopatia no Brasil, mostrando a seriedade com que a é vista e recebida internacionalmente. O ICAOR também poderá projetar o Brasil para a comunidade internacional osteopática.   


Quem organiza a conferência? O que é a BCOM?

A BCOM (British College of Osteopathic Medicine) é um dos colégios mais antigos e de prestigio no Reino Unido. O ICAOR foi gerado pela BCOM, a partir do Dr. Drysdale. O 10º. ICAOR é organizado pelo comitê formado por Iona Bramati- Castellarin, Luciana Mameri e Valéria Alves, além do Dr. Drysdale.

Como está a Osteopatia no Brasil?

Quando se compara a Osteopatia no Brasil com a de vários países, incluindo-se o Reino Unido, vejo que ainda está fragmentada e passando por um processo vagaroso de reconhecimento e de regulamentação. Atualmente temos algumas escolas que treinam fisioterapeutas em técnicas osteopáticas mas infelizmente ainda não existem cursos universitários abertos a candidatos aptos a aprenderem não só as técnicas mas toda a filosofia e conhecimento osteopáticos.


Esta área ainda é vista com preconceito por ramos da medicina?
Quanto mais pesquisas são publicadas e os resultados dos tratamentos reportados pelos pacientes são recebidos pelos médicos, mais diálogo e abertura acontece entre os profissionais. Um bom exemplo no Brasil é que a Osteopatia foi incorporada pelo Instituto Vita, especialista em Medicina  Esportiva de Alto Rendimento e referência em Ensino e Pesquisa do País.


A Ostepoatia pode ser aplicada em todos os tipos de tratamento?

O Osteopata trata da pessoa e não da doença.  Na verdade, de acordo com a filosofia do pioneiro da Osteopatia, Dr Still, muitos podem descrever ou encontrar uma doença mas pouco podem e conseguem encontrar a saúde no paciente. Se pensarmos deste jeito pode-se dizer que as várias modalidades de aplicações osteopáticas podem ser feitas em pacientes que se encontram em situações diversas. O Osteopata responsável não pode nem deve promoter a cura da doença diagnosticada pelos médicos, mas deve fazer o que tiver ao alcance para ajudar o seu paciente a encontrar uma melhor adaptação e, consequentemente, ajudar a restabelecer a saúde.


A Osteopatia não pode ser prejudicial em alguns tratamentos?

Não. De forma alguma! Isto e porque a Osteopatia tem uma filosofia baseada no livre trajeto das artérias, veias, nervos e fluidos. Para tal, nós, osteopatas, passamos por um longo aprendizado, onde adquirimos o conhecimento detalhado da anatomia, fisiologia, funções e estrutura do corpo humano. Além disso, aprendemos sobre farmacologia, patologias, ciências médicas e contra indicações de tratamentos osteopáticos.

 

Qual a importância dos “Diálogos sobre a Osteopatia”, que começam dia 8 de janeiro em São Paulo?

Criar, como o próprio nome diz, um debate e diálogo aberto sobre a Osteopatia; favorecer a participação de muitos interessados que não têm a possibilidade de entender e expandir seus conhecimentos sobre a Osteopatia; e trazer osteopatas de áreas variadas e perspectivas próprias, para compartilharem a amplitude e diversidade da Osteopatia.

 * O Prof. Dr. Ian Drysdale ficará no Brasil de 7 a 11 de janeiro.

**Respostas elaboradas por Iona Bramati-Castellarin, Luciana Mameri e Valéria Alves, do comitê organizador do 10º. ICAOR.

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